De cima e em todos os ângulos: imagens aéreas dão um toque especial nos filmes de casamento!

Em casamentos acontece muita coisa importante que deve ir para o vídeo final”. É assim que o wedding filmmaker Guilherme Coelho, proprietário da Rabbitfilms, começa a falar sobre o assunto que o deixou famoso no Brasil: os filmes de casamento.

Com um olhar único e rápido para tudo que acontece à sua volta, o profissional, que se tornou o queridinho das celebridades, explica que captar momentos especiais é como seguir uma receita: metade das imagens é escolhida pela beleza e a outra metade, pelo histórico envolvente. “Takes bonitos deixam o vídeo mais agradável e cenas de avós e pais são indispensáveis, pois eles fazem parte da história e isso precisa ser documentado. O sucesso absoluto é conseguir mesclar esses dois tipos de conteúdos no mesmo take”, diz.

No mercado de casamentos há dez anos, Guilherme conta que muita coisa mudou, de equipamentos até a forma de captação de imagens.

Drones, por exemplo, estão se tornando essenciais na hora de planejar a cobertura. “Eles permitem um ângulo totalmente inovador do evento, tanto em igrejas ou casamentos ao ar livre, meus favoritos. E tudo isso de uma forma segura. Isso é impagável. Tem eventos hoje que chegam a ser planejados para serem vistos de cima, de uma forma simétrica. Fica lindo demais”.

Muita coisa evoluiu de lá pra cá e a qualidade das câmeras de vídeo, segundo Guilherme, disparou de uma forma incrível, aquecendo o mercado. “Antes de 2011 era difícil uma cobertura de vídeo de evento ser mais cara que a fotografia. Hoje a qualidade aumentou tanto que os valores são muito semelhantes, se não maiores. A gente está vivendo em uma fase incrível do vídeo, tem muito equipamento de qualidade com um valor super em conta”, explica.

E tem espaço no mercado para crescer mais. “Se continuarem a lançar dispositivos cada vez mais seguros e com essa qualidade, vai crescer muito ainda. Hoje tem profissionais que vendem só a cobertura de drones para o evento, de tanto que os clientes gostam. O mercado de eventos é gigante e com certeza esses monstrinhos voadores tem muito futuro ainda”.

TODO CUIDADO É POUCO

Se o casal está planejando optar por drones para a cobertura de seu casamento, Guilherme dá algumas dicas importantes. A primeira coisa é não abusar, trabalhar sempre de forma segura e não ficar muito perto dos convidados. “A gente costuma dizer aqui, ‘fez o take? Beleza desce (o drone)’. Essa é a principal regra”.

Outro ponto importante são as questões climáticas. “Vento e chuva podem danificar o drone. Também é sempre bom tentar visualizar a rota antes de decolar. Às vezes, principalmente em grandes cidades, tem cabos de luz e fios que, em um primeiro momento, não são visualizados. Todo cuidado é válido”.

FILMA AQUI

Cada vez mais indispensáveis também em ensaios pré-wedding, os drones facilitam, e muito, o trabalho do profissional. “Algumas das fotos mais incríveis são feitas de drone. Como ele facilita muito poder explorar o ambiente, a gente consegue fazer composições incríveis, desde mostrar a natureza, trabalhar simetria, ou minimalismo. Tem várias técnicas bacanas para se aplicar”.

Para Guilherme, vale tudo para o vídeo ficar mais completo. “No cinema existe o ‘plano geral’, que é um take que ambienta aonde está sendo contada a história. O drone é incrível para fazer esse tipo de cena, pois, muitas vezes, para fazer um plano desses temos de pesquisar muito a cidade ou local  para conseguir fazer uma imagem bacana. Com o drone a gente consegue fazer isso com muita facilidade, e ainda podendo brincar muito com o movimento”.

HÁ LIMITES

A chance de imagens aéreas ficarem deslumbrantes é grande, mas Guilherme aponta para um ponto importante na hora do casal escolher o serviço: “acreditamos que o ponto mais importante é termos segurança. Tem casais que tem ideias para se fazer com os drones que, às vezes, não são boas. Isso é meio que comum, já que geralmente eles não têm conhecimentos técnicos sobre o assunto. A minha dica é sempre pedir um feedback e respeitar o responsável por pilotar o drone, caso ele sugira não fazer algum take”.

 

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