Conheça a Origami: nova coleção de vestidos do Atelier Fernando Peixoto

ARIGATOU GOZAIMASU

A milenar arte japonesa do origami inspira a nova coleção dos estilistas Fernando Peixoto e Patrick Noronha que será apresentada em um desfile fenomenal em comemoração aos 25 anos do glamouroso atelier de vestidos para noivas

Arigatou gozaimasu é uma entre as diversas formas de se dizer obrigado em japonês. E é justamente este sentimento de agradecimento que os sócios Fernando Peixoto, Patrick Noronha e Elisangela Silva têm ao apresentar a mais nova coleção desse atelier de vestidos para noivas que é um dos mais tradicionais do Centro-Oeste e que, em 2019, completa 25 anos de história. Assim como sugere o título deste texto, o Japão serviu de inspiração para Peixoto, que abraçou a milenar arte do origami para criar nada menos do que 26 modelos exclusivos, que prometem emocionar os presentes ao desfile de lançamento, no salão da Hípica Hall, marcado para o próximo dia 28 de agosto.

Praticado há muitos séculos no Japão, o origami é conhecido hoje em todo o mundo pelas incríveis e inúmeras formas que se é possível chegar através de apenas algumas dobras numa folha de papel. O que muitos talvez desconheçam é que, nos primórdios de sua história, era comum o uso de origamis em cerimônias religiosas japonesas. Nos casamentos, por exemplo, a garrafa de saquê era geralmente enfeitada com um casal de borboletas feitas (ocho e mecho). Outra figura, conhecida como noshi, era colocada nos envelopes e presentes de grande valor. E foram justamente descobertas desse tipo que motivaram ainda mais Fernando e Patrick, a dupla criativa do atelier Fernando Peixoto, a seguirem adiante com o projeto.

A coleção Origami traz uma gama de vestidos com cortes perfeitos, além de golas impecáveis, elementos trespassados e uma volumetria nas saias que vai impressionar a todos. De fato, o estilo clean estará em alta nas concepções de Fernando Peixoto e sua equipe que, entre os vinte vestidos finais, criaram sete modelos totalmente lisos, sem nenhuma pedra, renda ou bordado sequer. “Eu sou apaixonado por origamis, pois é muito mágico imaginar que sem cola ou cortes, uma folha de papel pode ganhar formas surpreendentes, daí pensamos o quão desafiador seria fazer o mesmo com tecido também, e cá estamos no meio dessa aventura”, conta Fernando.

A modelagem é o forte dessa coleção que tem saias que precisaram cerca de 12 a 15 metros de tecidos para serem feitas e criar a volumetria exagerada que Peixoto e Noronha tanto queriam. Os corpetes estão vindo muito mais estruturados, trazendo uma marcação bem diferente no bojo, feitos com um material mais rígido. “Isso porque esses vestidos não estão sendo estruturados nas golas, mas sim no corpete, o que acaba deixando os modelos mais leves, com um delineado mais bonito”, explica Fernando.

Em sintonia com essa tendência internacional de peças minimalistas, que vem ganhando cada vez mais espaço desde o casamento da atriz norte-americana Meghan Markle com o príncipe Harry, da Inglaterra, a Origami tem como cores principais o branco, o off White e o prata. Entre os tecidos, o cetim japonês é o principal, seguido pelo tafetá, pela organza de poá, a crinolina, a zibeline e o tule francês.

As dobraduras estão na essência dessa nova leva de vestidos que abusam da volumetria em modelagens estonteantes, outra tendência que Peixoto já vem trabalhando desde a coleção La Dama, onde brincava com diferentes cortes geométricos, golas e babados bem mais acentuados. A Lebaneses Collection também tinha essas características, mas eram roupas muito mais suntuosas, com muito brilho, rendas e pedrarias. Naturalmente, a coleção Origami se tornou um ponto de encontro dessas experimentações passadas.

Ao fazer escolhas que pareçam arriscadas, e que de certo modo não são comuns à cultura oriental, Fernando lança mão da liberdade criativa que todo artista tem para usar a arte oriental apenas como fonte de inspiração na busca da sua noiva ideal. “Como estilista eu faço uma releitura das informações que o mundo me traz, e estou muito satisfeito com o resultado que chegamos”, confessa o estilista que aposta também nas saias com cortes, volumes e armações inusitadas, onde grandes ondas são obtidas a partir de belíssimas dobraduras em tecidos, que deixaram de ser maleáveis pelo tratamento da coenização, onde eles foram colados sobre a crinolina, por exemplo, para ficarem mais estruturados.

Aliar criatividade para ir além das técnicas é o caminho que grandes nomes da alta-costura internacional como John Galliano e Issey Miyake já trilharam ao usar a milenar arte oriental para criar coleções incríveis. Além desses estilistas, também figuram na pesquisa realizada por Patrick Noronha como grandes referências para a Origami os libaneses Zuhair Murad e Elie Saab, além do filipino Michael Cinco. “A nossa maior tarefa foi não deixarmos de lado os elementos que fazem parte do DNA do atelier, como o bordado e o brilho dos cristais em doses extras”, afirma Noronha.  “E esses são os diferenciais que mais encantam as nossas noivas e que elas não abrem mão de modo algum, assim como o luxo e o glamour que oferecemos”, completa.

Vale destacar que, além dos modelos lisos, o trabalho autoral da dupla Peixoto e Noronha resultou em vestidos variados, que misturam o charme e o brilho das rendas e dos bordados ao origami, como é o caso do sereia em versão mais justa, que tem uma gola que sai do ombro em dobraduras, fazendo uma onda diagonal. Um outro modelo maravilhoso se estrutura a partir de uma amarração lateral em formato “X”, bem ao lado da cintura, criando assim uma saia lateral volumosa estupenda e que vai deixar as pessoas simplesmente maravilhadas.

Em resumo, a coleção Origami chega com muito drapeado, golas, recortes e volumes estruturados, que resultaram em roupas luxuosas, porém maleáveis, de grande leveza e que proporcionam uma grande sensação de conforto ao vestir. As caudas enormes foram deixadas de lado por modelos que medem cerca de dois a dois metros e meio. “Essa foi uma escolha que fizemos para que as nossas noivas fiquem ainda mais elegantes, já que muitos casamentos estão acontecendo no fim do dia, e isso nos orientou, inclusive, a optar por vestidos mais leves, onde os acessórios vêm para deixá-las sublimes e perfeitas”, sentencia Peixoto.Claro, devido a ocasião, eu não poderia trazer qualquer coleção, afinal são 25 anos de Atelier, é preciso comemorar com muito estilo e ousadia”, festeja.

ATELIER FERNANDO PEIXOTO

Um dos poucos no país a fazer lançamentos periódicos de duas coleções por ano, o Atelier tem como representante principal o estilista Fernando Peixoto. Filho de costureira, nascido em Goiânia, ele já trabalha há mais de 30 anos no primoroso e gratificante ofício de criador de vestidos de noiva. Formado em moda pela Universidade Federal de Goiás, já fez cursos de história da arte no Musée du Louvre, em Paris, e ama viajar mundo afora fazendo pesquisas de tendências, paixão que divide com seu braço direito na vida e nos negócios, Patrick Noronha, que é coordenador-geral da unidade de Brasília. Sob o crivo do marido está a condução da equipe de atendimento, cuja qualidade de serviço cinco estrelas se estende às demais áreas da empresa, do administrativo à oficina de costura.

Na filial da capital goiana está Elisangela Silva, irmã de Peixoto que permanece ao seu lado desde sempre. Ela lança mão do background adquirido na área financeira de uma grande multinacional para manter o mesmo padrão de excelência que a tradicional clientela do atelier está acostumada a ter. Com a ajuda de 50 colaboradores internos e outros 20 externos nas duas cidades, o Atelier Fernando Peixoto é responsável por mais de 200 casamentos ao ano, vestindo ainda mais 50 debutantes, inúmeras damas de honra, mães, madrinhas, formandas e mulheres com os produtos da linha festa, garantindo muito luxo, glamour, exuberância e exclusividade para noites de gala dentro e fora do país.

VESTIDOS DA COLEÇÃO ORIGAMI

Augusto Costa Fotografia

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E aí, noivinhas, o que acharam da lindíssima coleção Origami? Qual desses vestidos de noiva é o mais bonito? Contem para a gente!


Vestidos: Atelier Fernando Peixoto | Local: Hípica Hall |  Produção: Camila Hosken | Decoração: Kaká Fagundes | Buffet: Hanna Buffet | Doces e bolo: Maria Amélia | Champanhe: Casa Valduga | Bebidas: Duo Design drinks | Cerimonial: Cinthya Malta | Música: DJ Edy | Cabelo e maquiagem: Renoir & Ricardo Maia | Acessórios e joias: Miguel Alcade, Deize Aviz e Graciella Starling | Buquês: Rodrigo Resende

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